segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Com a palavra, professor Carl Gustav Jung

(extraído da obra Memórias, Sonhos e Reflexões)

"A melhor maneira do indivíduo se proteger do risco de confundir-se com os outros é a posse de um segredo que queira ou deva guardar. Todo o início da formação de sociedades implica na necessidade de uma organização secreta. Quando não há motivos suficientemente imperiosos para a manutenção do segredo, inventam-se ou “arranjam-se” segredos que só são “conhecidos” ou “compreendidos” pelos que têm o privilégio de iniciação. Assim foi entre os rosa-cruz e muitas outras sociedades secretas. Entre as pseudo-secretas existem – ó ironia! – as que nem mesmo são conhecidas pelos iniciados; por exemplo, as que emprestaram seus “segredos” principalmente à tradição alquimista. A necessidade de cercar-se de mistério é de importância vital no estágio primitivo, pois o segredo compartilhado constitui o cimento da coesão do grupo. No estágio social, o segredo representa uma compensação salutar da falta de coesão da personalidade individual, que submerge e se dispersa mediante recaídas sucessivas na identidade primitiva inconsciente com os outros."

Quando li isto, achei sensacional e lembrei de vários grupos e sociedades que, mediante o pagamento de uma mensalidade, “revela” os tais segredos. Rosa Cruz é só um deles, talvez o mais famoso na época de Jung mas, atualmente, com o interesse cada dia mais crescente na sabedoria esotérica, os “grupos”, “covens” e outras associações ocultas ou bruxísticas proliferam a cada dia, prometendo um manancial de felicidade por meio de práticas e conhecimentos que só, e somente só os “iniciados” conhecem.

“...o segredo representa uma compensação salutar da falta de coesão da personalidade individual” é, finalmente, a revelação da “sombra” aquariana: Se não estou satisfeito com meu Eu, meu Self, persigo e acabo dissolvendo o que me resta de personalidade em grupos e galeras que, inclusive, nada têm a ver comigo. Mas, preciso me sentir inserido em algo. Prato cheio para certos “gurus” ou “mestres” que se beneficiam desta “falta de coesão da personalidade” alheia.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

VOCÊ É BRANCO? CUIDE-SE!!!

© Ives Gandra da Silva Martins
Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.
Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior. Os índios, que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele.. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados. Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito. Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria! Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este 'privilégio', porque cumpre a lei.
Desertores, assaltantes de bancos e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos. E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?(¹) Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.

( *Ives Gandra da Silva Martins é renomado professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo ).

(¹) Reza o inciso IV do artigo 3º da Constituição Federal que: "Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: IV — promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".

SINCRONICIDADE É....

....começar a escrever sobre o signo de Capricórnio e o arcano 15 do Tarot (o DIABO) e, de repente, começar a tocar Black Sabbath (faixa título do primeiro álbum da banda homônima) na Kiss FM on-line.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Não se mexa! Você está sob a quadratura de Marte X Saturno.

Eu sempre digo por trás do meu Mercúrio e do meu regente da terceira casa em Virgem: nada como a experiência prática para o aprendizado. Por isto, impossível desacreditar da Astrologia, pois a vivencio no dia-a-dia.

Os trânsitos de Marte sempre mereceram minha atenção diária. Ele é o deflagrador das brigas, acidentes e catástrofes mundiais e pessoais. Adoraria saber os dados de nascimento do PM que disparou seu revólver na cabeça do torcedor são paulino. Aquilo foi uma fatalidade típica de uma quadratura marciana: é óbvio que a intenção não era atirar na cabeça do moço que até já havia se rendido, mas o nervosismo levou ao descontrole e o descontrole a atitudes impulsivas irreversíveis. Sem contar que, Marte rege naturalmente todas as armas de fogo, armas brancas e objetos pontiagudos.

Estava pisando em ovos e evitando qualquer confronto ou situação em que teria que depender de ações e atitudes, pois sabia que o tiro iria sair pela culatra. Esta semana “peguei leve” com tudo o que me cercava: eu estava em plena quadratura de Marte que começou a aspectar meu Ascendente e enquadrar meu Saturno, terrível e implacável, em Peixes na quarta casa. Ao longo da minha vida, percebi que, além de terrível e implacável, ele é extremamente sensível a trânsitos de outros planetas, afinal ele está exilado na quarta casa e, na minha opinião, exilado por signo também (tenho minhas próprias conclusões a respeito de domicílios e exaltações dos astros). Enfim, estava esperta principalmente no que concernia às áreas da minha vida influenciadas por Saturno: meu lar, minha locomoção e minha grana. Terça-feira passada constatei que o pneu da minha bike estava furado, coloquei a câmara-de-ar no carro e fui ao borracheiro para consertar. Na volta, a embreagem do carro foi para o saco. Ao adquirir o kit de embreagem em uma loja na Ceilândia, levei uma facada – depois fiquei sabendo que comprei uma peça original e gastei mais que o dobro. Depois de tanta correria, resolvi relaxar assistindo os noticiários e, de repente, escuridão geral. Uma fase do meu condomínio caiu e fiquei bem uma hora sem luz. Depois não diga que não avisei. Sim, astrólogos não são todo-poderosos e passam por sufocos. Astrólogos também têm mapas astrológicos.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Ser ou não ser humanista ou determinista?

Chega de bater na revista Veja! Deixemos isto para Plutão que vai dar uma chacoalhada em muitas certezas absolutas empedernidas e para Júpiter em Aquário que abrirá as portas para os conhecimentos esotéricos. Mas isto é para uma análise mais profunda e edição no meu site www.templodeminerva.com, mesmo que meu Mercúrio em Virgem deteste previsões genéricas!

Falando em "certezas absolutas empedernidas" , eu não me conformo com rótulos. Refiro-me à eterna briga entre os astrólogos ditos deterministas e os humanistas. O engraçado é que radicalismos de ambos, levam à beira da contradição: os humanistas beiram a crença ptolomaica onde os significados planetários são universais, então , para eles, Vênus significa relacionamento e ponto final. Evitam de investigar a regência planetária por casa, assim como evitam de reconhecer a regência marciana para o signo de Escorpião. Pobres dos que nasceram antes de 1930.

Já, os deterministas sofrem de dificuldades vernaculares. Um astro pode estar determinado para um assunto que não diz respeito a ele. Exemplo? Quando a mesma Vênus citada estiver localizada ou regendo a nona casa, esta Vênus está determinada para assuntos como viagens, expansão da consciência e filosofia de vida, ou seja, prazer determinado para os estudos e para contatos estrangeiros. Os astros determinam tendências e o seu DNA. Entretanto, alguns astrólogos deterministas pensam que determinam o destino das pessoas. Nananina.

Por isto, meu único rótulo atualmente é: HEXACAMPEÃO!!!

Reacionária - Veja, ainda

Que a revista Veja é o porta voz do que ha mais de reacionario na imprensabrasileira nao é novidade. Pena que eles nao vao publicar a carta, pois sopublicam, em uma demonstração de liberdade de imprensa, cartas que corroboramsuas propagandas ideologicas.
AbraçoMarcelo

sábado, 6 de dezembro de 2008

AUDÁCIA DA IGNORÂNCIA - Enviado por um cliente - relativo ao artigo da Veja

Concordo plenamente com você sobre a superficialidade do artigo. Uma vez ouvi o Deputado Delfin Neto referir-se aos conhecimentos econômicos da senhora Zélia Cardoso de Mello e sua equipe. Dizia ele - A senhora Zélia tem a AUDÁCIA DA IGNORÂNCIA, quando lançou o confisco da poupança confundindo variáveis econômicas de fluxo com variáveis estáticas. Sem entrar no mérito da adminstração da ex-ministra Zélia e nem no julgamento do governo Collor, os quais não me cabem e nem mesmo nas posições prós e contras do Dr. Delfin - acho que o termo é bárbaro:

AUDÁCIA DA IGNORÂNCIA

Os ignorantes são audazes. Acreditam vivem, sentem e deliciam-se com sua própria burrice. É um fonômeno social muitíssimo interessante que merece estudo profundo!

É isso que esse idiota que escreveu na Veja tem.

Mas deixa isso para lá. Há muitos desses idiotas no mundo!

José Mauro Esteves dos Santos
Geólogo e engenheiro nuclear
BSc, MSc, PhD (mas não em burrices como a do suposto entendido em Astrologia)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

IMBECILIDADES E PRECONCEITOS NA REVISTA VEJA

“Que a Astrologia é uma rematada bobagem é fato bem estabelecido.” Escreveu o sr. Jerônimo Teixeira na edição da revista Veja de 26/11/2008, publicação tão bem conceituada. Estabelecido¿ Por quem¿ Acho que por ele mesmo, quem sabe, num arroubo de megalomania ou de complexo de Deus, este mero jornalista se permite “estabelecer” alguma coisa. Este artigo que, na verdade, é uma resenha sobre um livro de um filósofo judeu nascido alemão Theodor Adorno chamado “As Estrelas Descem à Terra” onde o autor, segundo Jerônimo, compara a Astrologia ao Nazismo (?!?!) de uma maneira que não foi nem de longe explicada com a Lógica, tão reverenciada na matéria filosófica. O escrevedor Jerônimo ainda comete um erro crasso – no lead ele se refere à Astronomia, entretanto, no corpo da resenha, ele muda para Astrologia demonstrando que não tem idéia da diferença entre as duas. Terrível. O leitor fica sem saber o que Jerônimo ou o próprio Adorno queria dizer no tal livro. Adorno é um macartista do nazismo, ou seja, vê Hitler até em uma borboleta. A idéia principal do tal livro é traçar analogias entre “o conformismo nas colunas astrológicas” com o “totalitarismo de Hitler” e ambos os conceitos astrológicos e nazistas seriam “formas de dominação social”. Hã?

Para o leitor incauto desta revista, surgem várias perguntas: Astronomia ou Astrologia? O que são colunas Astrológicas? São as 12 colunas dos templos maçônicos? Ou os cavaleiros do Apocalipse? Então a Astrologia é deveras determinista? Na verdade, o único referencial do tal filósofo maníaco-obsessivo era uma “coluna” astrológica do jornal Los Angeles Times, ou seja, aquela forma de previsões que tão singelamente apelidei de “fast-food” da Astrologia: os “horróscopos” de jornal. Sim, escrevi propositalmente com “rr”. Toda e qualquer espécie de Inquisição que sobreviveu à Idade Média adora atacar a Astrologia por meio disto. Pior para os astrólogos sérios e pesquisadores que sabem que cada indivíduo é um microcosmo definido na complexidade do seu mapa astrológico calculado mediante data, horário e local exatos e não uma miscelânea de bobagens distribuídas por 12 divisões eqüitativas.

Ambos, Jerônimo e Theodor, deveriam, a exemplo de Cláudio Ptolomeu, Morin de Villefranche, Carl Gustav Jung, Aleister Crowley e tantos outros, debruçarem-se sobre a matéria, analisarem e pesquisarem antes de emitir imbecilidades deste porte.

Outras esquisitices: segundo Adorno “Escrever um poema após Auschwitz é um ato bárbaro...”. Atenção poetas pós-Holocausto: vocês são bárbaros de acordo com a lógica deste cara. Aí, o tal Jerônimo tenta contradizer esta afirmação jogando o tal paliativo chamado dialética. Chega a ser cômico.

Para finalizar o show de superficialidades e contradições, típicas da imprensa marrom que faz questão de honrar as características sombrias geminianas, Jerônimo sai com esta, a respeito de Adorno, que é “reticente com os movimentos de massa”: “Uma lição que os acadêmicos de passeata do Brasil de hoje, prontos a largar os livros para invadir reitorias, poderiam aprender.” Será que é alguma coisa contra o movimento da UnB contra o reitor Mulholland que gastava dinheiro público à rodo para reformar a preços superfaturados o apartamento que ocupava? Que tipo de filosofia este Jerônimo defende, afinal?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O início

Foi dada a partida deste blog onde postarei alguns pensamentos e argumentos a respeito do que gosto; vivo e morro por:

Astrologia
Tarot
Psicologia Junguiana
Thelema
Cabala Hermética
Terapias Alternativas
Música


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