segunda-feira, 13 de julho de 2009

A Cabala e sua Prática


A Cabala é um sistema de desenvolvimento espiritual, mental, emocional e físico. Todo sistema possui um esquema, uma espécie de fluxograma para ser seguido no intuito de atingirmos os resultados esperados. Este esquema é a Árvore da Vida.

Atribuído à cultura hebréia, o conhecimento cabalístico tem suas origens no Antigo Egito, assim como praticamente todos os sistemas herméticos (Astrologia, Numerologia, Tarot etc). Basta pesquisar no Livro dos Mortos do Antigo Egito: uma estrutura idêntica à Árvore da Vida, porém com simbologias diferentes, é descrita no papiro de Hunefer (período tebano). Este conhecimento foi absorvido por Moisés como sumo sacerdote do faraó Akhenaton e depois descrita no Pentateuco.

Dione Fortune, no seu excelente livro “A Cabala Mística” define o sistema como a “Yoga do Ocidente”, pois o seu estudo e prática levariam a uma iluminação e êxtase divinos.

Partindo de Malkuth (o Reino) e percorrendo todos os 22 caminhos e as 10 Sephirot (esferas da Árvore da Vida), chegamos a Kether (a Coroa), representando o estágio supremo de qualquer ordem iniciática e o auge de nossa evolução como seres divinos.


Este sistema, se praticado com disciplina e Vontade, nos conduz a um renascimento como indivíduos, a uma compreensão do mecanismo do Universo e de sua criação. Não se trata de uma teoria intrincada, mas de algo tangível que só depende de nossa disposição em aceitar o fluxo cósmico da Vida e sua Evolução, daí o significado literal da palavra Cabala ser “Recebimento”.

Percorrer cada Caminho significa ampliar nossa visão introspectiva. Explico: Percorrer os Caminhos Cabalísticos engloba:

1) O estudo dos seus significados e, para isto, o estudo dos Arcanos do Tarot, dos Elementos da Natureza, dos Signos ou Planetas astrológicos, dos valores gemátricos ou numerológicos correspondentes a cada um dos Caminhos são de imensa ajuda;
2) A prática da meditação que incorpora: o nome divino de cada caminho na forma de um mantra, a cor e a nota musical atribuída ao Caminho.

A princípio, parece ser muito extensivo e complexo, mas com a prática disciplinada e regular, muitas surpresas aparecerão no decorrer dos Caminhos, muitas revelações e reconhecimentos de como nós supervalorizamos alguns problemas tão fáceis de resolver diante da nossa nova consciência. Pode se comparar com o Caminho de Santiago de Compostela, cujos estágios e provações também levam a uma nova perspectiva diante da Vida e novos e diferentes valores são despertados.

Antes de perseguir um determinado objetivo de vida, acreditar que, uma casa na praia, um casamento ou uma faculdade serão fatores de realização máxima, devemos trilhar estes Caminhos internos e testar esta veracidade, se realmente desejamos atrair certas situações ou prestígios em nossa vida e qual é o mais apropriado. Seguir falsos caminhos na Cabala significa se deparar sem muito sucesso com a Sephirat Daath (o Abismo), considerada uma esfera oculta, cuja função é barrar os desavisados que negligenciaram os caminhos anteriores e não se encontraram consigo mesmos ou com os seus respectivos Sagrados Anjos Guardiães (Tiphareth). A estes, cabe voltar para o início, Malkuth, a matéria, e começar tudo de novo. Afinal, a Daath é atribuída a regência de Plutão, aquele que transforma ou destrói.