domingo, 5 de dezembro de 2010

Lua Nova em Sagitário : Dia 05 de dezembro de 2010 às 15:35 (horário de verão em Brasília)



O céu, no momento exato da Lua Nova, indica um momento propício para encarar as mudanças de maneira otimista. Uma nova chance se avizinha para novos começos, implantação de uma nova filosofia de vida, expansão consciente, evitar estagnação - principalmente da mente. Júpiter, o dispositor desta lunação, está domiciliado em Peixes, conjunto a Urano e em quadratura a Marte. A disposição para mudanças e novas chances existe, mas deve ser feita com prudência, sem exageros e arroubos descontrolados, típicos da energia sagitariana em desequilíbrio.



Ao longo dos próximos 7 dias, medite profundamente em um novo começo para sua vida, buscando sua fé e auto-confiança. Se a vida espiritual e religiosa está distante ou mal parada devido às cobranças do mundo material, procure voltar-se mais ao espírito. A partir daí, concentre-se sempre em expandir uma nova filosofia de vida que impregne seu corpo energético de otimismo e dinamismo.


Práticas: http://www.templodeminerva.com/magia.html


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Curso Gratuito na Semana de Extensão da UnB : Florais de Bach


Semana de Extensão da UnB


Cuidando da vida com os Florais de Bach: uma visão multidimensional do ser humano e da promoção da saúde




Resumo:


A Terapia Floral de Bach age a partir da harmonização dos estados emocionais e mentais em desequilíbrio e vai ao encontro da abordagem da física quântica einsteiniana que considera que a matéria que compõem o corpo físico é na verdade uma forma de energia vibratória. Esta perspectiva atende alguns desafios do século XXI como: forjar uma abordagem de saúde que amplie a visão do processo saúde-doença; favoreça um sistema de cuidado que privilegie o encontro do sentido da vida e; incentive a promoção do autocuidado. O curso pretende sensibilizar estudantes e profissionais de saúde quanto à utilização dos Florais de Bach como forma de promoção, prevenção da saúde e auxiliar na compensação do prejuízo das funções limitadas pela doença, procurando suprir a disfunção física, afetiva, social e espiritual afetada.




Objetivos:



Geral:


Apresentar os florais de Bach como forma de auxílio na melhoria da qualidade de vida das pessoas harmonizando os estados emocionais e mentais com vistas a promoção da saúde e prevenção de doenças.



Específicos:




  1. Conhecer a filosofia do Dr. Bach;



  2. Conhecer o modelo de saúde sob a perspectiva vibracional;



  3. Apresentar o ser humano sob a perspectiva de energias multidimensionais;



  4. Conhecer os remédios e suas formas de utilização;



  5. Favorecer o autocuidado, a promoção da saúde;



  6. Contribuir na abordagem da humanização do cuidado.



Justificativa:


Um dos desafios do século XXI é construir uma abordagem de saúde que amplie a visão do processo saúde-doença favorecendo um sistema de cuidado que privilegie o encontro do sentido da vida, a mobilização das energias vitais e a promoção do autocuidado.


Esse novo modelo tem sido chamado de modelo vibracional, uma ciência que mescla conhecimento técnico especializado as modernas descobertas cientificas a respeito da natureza dos átomos e moléculas que constituem o nosso corpo.


A abordagem vibracional considera que a doença pode ser causada por padrões de disfunção crônica de energia e por maneiras não saudáveis de nos relacionarmos conosco e as outras pessoas (Gerber:2000). Essas questões são importantes e devem ser consideradas num sistema de cuidado com vistas à promoção da saúde. A ciência da psiconeuroimulogia refere que o corpo humano "possui uma farmacopéia de neuropeptídios internos, secreções neuroendócrinas e respostas imunológicas que mantêm a saúde e promoção da cura" quando a pessoa se sente fortalecida corporal e psiquicamente (Hoga,2004).


É nesse contexto, que se insere o presente curso, pois, os florais de Bach atuam como catalisadores no auxílio do equilíbrio dos corpos energéticos ajudando as pessoas a se livrarem de padrões indesejáveis de energias emocionais e mentais negativas favorecendo a ressignificação de sua existência, o autocuidado e a promoção da saúde.






Período : de 9 a 12 de novembro, das 14 às 18 horas.


Local : Auditório 2 da Faculdade de Saúde no campus da UnB.


Facilitadora : Mônica Schwarzwald


Inscrições : Serão feitas no local. Evento gratuito.

Maiores informações : http://www.semanadeextensao.unb.br/imagens/convitesemex.pdf

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Lua Cheia em Áries: 22 de outubro de 2010 às 23:36 (horário de verão em Brasília)


Astrologicamente falando, pode-se dizer que esta Lua Cheia, ou seja, a oposição entre o Sol e a Lua, representa o equilíbrio entre um ego conciliador e pacífico com emoções e instintos radicais e impulsivos. E esta busca é importante em cada um de nós ao longo destes 7 dias. Ambos os dispositores do Sol e da Lua (Vênus e Marte) estão ainda no signo intenso de Escorpião. Não haverá equilíbrio entre consciente e inconsciente sem uma boa dose de aprofundamento nas próprias emoções.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Lua Crescente em Capricórnio: 14/10/2010 às 18:26 (horário de Brasília)


A Lua no Quarto Crescente em Capricórnio ocorrerá em sua casa astrológica de domicílio, ou seja, no momento exato da fase, a Lua estará no Meio-do-Céu, o zênite, ponto mais alto do céu. Isto demonstra a necessidade instintiva de alcançar os objetivos e planos traçados para o seu futuro. Marte, domiciliado em Escorpião, faz um aspecto bastante dinâmico à Lua, facilitando estratégias e parcerias que começaram a ser trabalhadas na última Lua Nova. Saturno, dispositor da Lua, está exaltado em Libra na sexta casa. Hora de trabalhar, arregaçar as mangas e se organizar. Não adianta sonhar e ficar de braços cruzados.


Práticas e maiores informações: http://www.templodeminerva.com/magia.html


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Lua Nova em Libra : 07/10/2010 às 15:44 (Brasília)


A Lua Nova em Libra sempre lembra novos relacionamentos, começo de parcerias e de acordos. Esta que está para ocorrer à tarde, também indica estas possibilidades mas, pelo seu horário, a lunação será na oitava casa. Isto significa maior aprofundamento nos relacionamentos e parcerias, mudanças profícuas e práticas já que Saturno e Mercúrio se unem ao Sol e a Lua dando o "tom" destes relacionamentos: seriedade, trabalho, entendimento intelectual. Um momento perfeito para assinar contratos e iniciar um trabalho conjunto.


Práticas e mais informações: http://www.templodeminerva.com/magia.html


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Lua Minguante em Câncer : 01/10/2010


Esta Lua Minguante é especial para banir todo o tipo de emoção obsessiva e arraigada no passado. A Lua está domiciliada em Câncer e recebe aspectos fluentes de Marte e Vênus em Escorpião. Ambos signos de Água, promovem sentimentos intensos, paixões fortes, talvez avassaladoras. Entretanto, Saturno está em conjunção exata ao Sol em Libra, ambos em quadratura com a Lua. Todos estes sentimentos imponentes, quase obsessivos, precisam de estrutura, paciência e solidez para se desenvolver e evoluir para um novo patamar onde a racionalidade e a espiritualiade caminham de mãos dadas com a energia instintiva. Se este patamar não foi atingido ainda, vale a pena repensar e eliminar o que está obstruindo o fluxo natural.


Detalhes e práticas: http://www.templodeminerva.com/magia.html


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Os "Pontos Cegos" de cada Signo










É fácil percebermos a duplicidade na Natureza e em qualquer campo vibracional:


CLARO X ESCURO


FRIO X QUENTE


MASCULINO X FEMININO


BEM X MAL


POSITIVO X NEGATIVO



Na Astrologia, cujo fundamento básico são as leis de Hermes de Trimegistro, a Polaridade também ocorre. Assim, os signos formam 6 pares de qualidades energéticas, complementares e com frequências opostas. Conforme entramos em detalhes, percebemos que, em cada signo também existe outro tipo de polaridade, ou seja, a energia equilibrada do signo em bom estado cósmico e, por outro lado, esta mesma energia em desequilíbrio e mau estado cósmico. Esta ocorrência se faz perceber quando não conseguimos lidar com o assunto concernente àquele signo, quando não elaboramos equilibradamente determinada energia. São os famosos "defeitos" que cada signo manifesta.


Entretanto, se elencarmos e compararmos cada polaridade conforme tabelas abaixo, percebemos uma nova ocorrência dual: a "sombra" de cada signo, ou o "ponto cego". Trata-se das manifestações desequilibradas, os "defeitos" de um signo "A", que podem irromper no seu oposto complementar "B".


Por exemplo: Todos sabem que a qualidade ariana em bom estado cósmico pode ser sintetizada como iniciativa, coragem, pioneirismo e outros arquétipos englobados no campo Áries. Em desequilíbrio, o campo energético ariano gera violência, brigas, explosões e agressões. Ora, o oposto complementar do signo de Áries é Libra. Portanto, o "ponto cego" de Libra é justamente o desequilíbrio ariano: violência, brigas, explosões e agressões. É a "sombra" ou o "ponto cego", pois é dificilmente percebido por quem manifesta este desequilíbrio. A tendência é sempre culpar "o outro".


Observem as tabelas abaixo com algumas das qualidades e/ou manifestações de cada estado cósmico. Meditem, comentem analisem as pessoas à sua volta e conversem com elas.





terça-feira, 28 de setembro de 2010

MONICA SCHWARZWALD EM SÃO PAULO


Caríssimos amigos,


Estarei em São Paulo realizando consultas no endereço abaixo nos próximos dias 4 e 5 de outubro. Caso queiram agendar horário, respondam a este e-mail ou entrem em contato nos telefones abaixo até próxima sexta-feira.


Endereço de atendimento: Rua Bertioga, nº 58 - próximo à estação do metrô Praça da Árvore.


Haverá uma confraternização no restaurante Fiorino (próximo à estação Conceição) no dia 4 (segunda-feira) a partir das 17h30.


Aguardo vocês!!!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Lua Cheia em Áries : 23/9

O dia 23 de setembro já começa especial: por volta de 00:10, o Sol entra em Libra atravessando o Equador perfazendo o Equinócio de Primavera (Hemisfério Sul) e de Outono (Hemisfério Norte). Ao amanhecer, a Lua entra em Áries e realiza outro momento especial: a Lua Cheia neste signo ígneo, impulsivo, iniciador e corajoso. Haja coragem e equilíbrio nesta semana inaugurada por esta Lua!! Como se não bastasse de ser Cheia, o que já estatisticamente representa impulsividade e descontrole, os aspectos que ela recebe de Plutão, Urano e Júpiter apenas aumentam estas características em progressão geométrica!

Detalhes, práticas etc:http://www.templodeminerva.com/magia.html

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

CONVITE : PALESTRA ABERTA & SHOW


PALESTRA ABERTA : "EQUINÓCIOS E A CURA PELA NATUREZA"


DATA : 23/9/2010, quinta-feira.


LOCAL: MITTELALTER (CLN 203, bloco C)


HORÁRIO: 20:00 H


TÓPICOS DA PALESTRA:




  1. O que são Equinócios e Solstícios?



  2. O que é Magia?



  3. O ser humano e seus centros energéticos - chakras.



  4. Equilíbrio entre chakras e o sistema endócrino.



  5. Relação entre os chakras e o mapa astrológico.



  6. Cura astral e física: Florais, Fitoterapia, Cromoterapia, Magia Cabalística e Kundalini.


PALESTRANTE: MÔNICA SCHWARZWALD


Após a palestra, haverá a apresentação da banda de celtic rock Dark Kamelot a partir das 22:00.


O couvert artístico é 10 reais.



Conto com a presença e divulgação de vocês para este evento que une conhecimento, cultura e diversão!


Afinal, estaremos em pleno EQUINÓCIO DE PRIMAVERA!

Lua Crescente em Sagitário : 15/09/2010


Com Urano e Júpiter, este último dispositor da lua sagitariana, ambos na cúspide da nona casa no momento da fase lunar, é hora de divulgar suas idéias e arregimentar pessoas que compartilham delas! Sol e Mercúrio em Virgem na segunda casa pode fazer com que esta divulgação ou atividade que você estiver iniciando renda alguma coisa, nem que seja o "suficiente", tratando-se de um início de algum trabalho. Escreva, comercialize, divulgue, mande e-mails sobre o que você realmente ACREDITA, sobre alguma coisa que você dedica seu AMOR, sua PAIXÃO. Afinal, Marte e Vênus ainda estão conjuntos em Escorpião. Mercúrio também está bem aspectado, além de domiciliado em Virgem. Hora de agir sob a máxima estratégia, nada de impulsos vagos.


Detalhes, práticas, dicas em http://www.templodeminerva.com/magia.html


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Lua Nova em Virgem : 08/09/2010


O momento desta Lua Nova, de manhã cedo, após o Sol nascer, ocorre na décima segunda casa. Por si só, a fase de Lua Nova já é propícia à introspecção. Carl Jung afirmava que preferia realizar suas consultas na fase nova, pois facilitava a imersão no inconsciente do paciente. Com Sol, Lua e Mercúrio domiciliado em Virgem, esta introspecção é analítica ao máximo. Lembra o arcano 9 (O Eremita) do Tarot de Crowley, cuja regência astrológica é atribuída ao signo de Virgem: a organização interna e consciente leva a uma coerência material e às certezas na sua essência racional. Toda esta auto-análise racional acarreta amadurecimento, reforçado por Saturno que estará ascendendo no momento da lunação.



domingo, 5 de setembro de 2010

JUNG E A ASTROLOGIA

Um excelente texto coletado do Scribd da autoria de um professor de Filosofia. Enquanto uma grande maioria de "astrólogos" continua escrevendo bobajais no estilo "7 de agosto" e outras tolices "fatalistas", alguém que não é astrólogo, tal como Jung, divulga conteúdo inteligente sobre as artes divinatórias.

Jung e Astrologia


A astrologia e de modo geral as mânticas as assim chamadas "artes divinatórias", aquelas que praticam a "divinatio" ou adivinhação sofreram uma mudança decisiva em nosso século.

Basta ler algum manual de jogo divinatório do século 19, como o do Grande Jogo de Mlle. Lenormand, que tirava a sorte para a imperatriz Eugênia, mulher de Napoleão 3º, e depois compará-lo ao que diz um texto de nossos dias, como por exemplo os livros de Alfred Douglas sobre o tarô ou o ''I Ching'': a diferença é brutal. Predições que

falavam de fatos, ou mesmo de fados, prometendo sorte ou afirmando desgraças foram substituídas por toda uma arte quase psicológica, que usa Jung para tratar da pessoa e não mais do que lhe sucede.

No caso da astrologia, a mudança se acentua devido ao surgimento dos assim chamados "planetas modernos" (porque descobertos nos últimos dois séculos) ou "secretos" (porque invisíveis a olho nu): Urano, Plutão e Netuno. Com eles, os sete astros (impropriamente chamados "planetas", já que entre eles estão o Sol e a Lua), que durante quase 3.000 anos haviam constituído a referência astrológica central, passam a dez. Serão, aliás, associados a suas datas de descoberta.

Urano, identificado perto da Revolução Francesa, será o revolucionário. O caso de Plutão é ainda mais interessante: uma de suas representações gráficas (as letras PL) pode tanto remeter ao nome do deus greco-romano como às iniciais de seu descobridor, Percy Lowell.

E além disso há o rumor de que ele deveria o nome (que evoca o deus dos infernos) a uma sugestão da filhinha de Lowell: ela teria proposto o nome Pluto (que em latim ou inglês é Plutão), pensando no cão que Walt Disney havia criado para Mickey. Será preciso acrescentar que o decisivo não é tanto a descoberta de um astro, mas a decisão de incorporá-lo como referência astrológica? São inúmeros os corpos celestes e, se vale a tese de que há "influência" (termo, aliás, que devemos à astrologia) deles sobre nosso modo de ser ou de agir, ou pelo menos de que há correspondência entre eles e nós, o importante será recortar quais astros são realmente significativos e quais podem ser desconsiderados.

O fato é que é recente a assimilação na astrologia desses três "novos" astros: com eles se quer entender movimentos de longa duração, a tal ponto que para uma geração inteira o impacto de um dos planetas lentos (outro nome dado para eles) será praticamente igual, já que Plutão pode demorar mais de 20 anos numa única casa astral. A título de comparação, lembre-se que a Lua

fica de dois a três dias em cada casa. A diferença de velocidade no trânsito da Lua e de Plutão chega assim à ordem de 1 para mais de 3.000. Se vale o argumento de que o importante não é a descoberta (uma espécie de gradativa revelação de uma supra-realidade astral), mas a recepção, a incorporação na doutrina astrológica de novos (ou velhos) corpos celestes, então toda mudança na astrologia corresponderá em certa medida a mudanças culturais, sociais. E este é o caso!


Desde os fins do século 18 se difunde uma consciência cada vez maior de nossa historicidade, isto é, da idéia de que o homem não é sempre o mesmo, mas se modifica no correr do tempo. E nosso século, talvez mais que qualquer outro, acrescenta a essa descoberta iluminista a ansiedade ante a mudança das gerações. A consciência de que tudo muda, de uma geração para outra, vem bem a calhar com a tese da moderna astrologia, segundo a qual os astros lentos definem tendências de longo prazo. Podemos até associar esse ritmo mais lento das análises astrológicas a um interesse maior, como o dos historiadores formados na Escola dos Annales, pela longa duração e pelas mentalidades.


O papel de Jung


Mas quem teve realmente maior impacto na moderna mântica só pode ter sido Jung. Desconheço, aliás, uma bibliografia que tente uma história das artes divinatórias; infelizmente, ou temos pesquisas feitas pelos próprios envolvidos, que entendem seu trabalho como descoberta científica e por isso descartam qualquer perspectiva histórica (às vezes nem chegam a entender uma questão que se coloque a esse respeito), ou textos de crítica, geralmente inspirados num certo positivismo que recende a século 19. Aqui gostaria de levantar algumas pistas para um trabalho de outro perfil. (Lembremos entre parênteses: Marialice Foracchi, uma professora de sociologia que morreu jovem, causou irritação no fim dos anos 60 ao tratar, na imprensa, do "fenômeno

Roberto Carlos".

Sei que propor um estudo das mânticas também incomoda tanto a quem acredita nelas

e por isso não aceita uma leitura que inevitavelmente as relativiza, quanto a um

público acadêmico, que às vezes não consegue distinguir o estudo da adesão.)


O ponto de partida é a doutrina junguiana da sincronicidade. Significa que haverá uma correspondência entre o que sucede em nós e o que nos sucede, o que sucede fora de nós.

Evidentemente, essa tese rompe com a convicção freudiana do não-sentido. Se Freud nos faz remontar ao não-sentido primordial (o próprio complexo de Édipo carece de um sentido que o transcenda: aparece como um dado insuportável), Jung procura sentido. É por aí que seu pensamento se faz religioso, já que um dos traços essenciais de toda religião consiste em tornar aceitável a dor, a frustração, enquanto experiências inescapáveis do estar-neste-mundo, remetendo-as a um crescimento interno, tornando-as, como bem mostra o ''Livro de Jó'', testes, provações. Um sentido, e isso quer dizer um sentido construtivo, assim surge como fio condutor de nossas vidas.

Daí à sincronicidade é só um passo. Se há sentido em minhas experiências de vida; se minha relação com o "fora" não é da ordem do fortuito como seria para Freud e já para Aristóteles, mas de um misto de desafio e de apoio, então o que me ocorre tem paralelos fora de mim. A aceitação dos opostos, em mim, tem a ver com a aceitação dos conflitos, com o casamento cósmico, com o que está fora de mim. (Não sou especialista em Jung, Freud ou nas mânticas; por isso alguns termos serão usados fora de seu sentido corporativo; mas respondo pelas teses que aqui sustento.) Em suma, será possível articular as várias séries de acontecimentos: minha psique poderá convergir tanto com a série da realidade que está obviamente fora de mim, como com a dos jogos divinatórios de cuja natureza pouco sabemos, mas cujos efeitos constatamos.

A astrologia discutiu por muito tempo o que causaria essa suposta influência dos astros

sobre as criaturas da Terra (e Shakespeare contestou tal crença, em especial no "Rei Lear"). Mas agora o que conta são os resultados. Constata-se que uma leitura astrológica dá certo. Sua frequência de acerto é tal que, sem podermos saber a que se deve, supomos que ocorra uma representação externa a nós do que ocorre dentro de nós. As mânticas passam a ser configurações materiais do inconsciente, seus mapas. Quer dizer que o adivinho (ou o astrólogo, que repugna a se confundir com os mânticos, a quem considera meio bruxos, enquanto entende sua prática como ciência) apenas explicita o que queremos ou dizemos no inconsciente? Não é bem assim. Acontece que o inconsciente junguiano, ao contrário do freudiano, é luminoso: ele estabelece um engate forte com o mundo externo. Ele sabe o que sucedeu e o que sucederá. É, ou anuncia, o divino em nós.

Vemos assim que, se os divinatórios usarão Jung, é porque antes disso ele se valeu da religião. Pelo inconsciente coletivo e pelos arquétipos, pode Jung supor um elo com o mundo que o id freudiano jamais estabeleceria.

Assim temos uma leitura divinatória que não precisa mais especular sobre a realidade da relação entre consulente e objetos materiais (astros, conchas, cartas) que dão base visível à leitura. Ou, pelo menos, essa especulação, quando ocorre, é irrelevante. O que se fundamenta é menos a realidade da relação do que a legitimidade da leitura. E essa se baseia aqui na dívida de Jung com as velhas religiões é nítida numa teoria renovada das correspondências, a que ele chama de "sincronicidade".


O fim do fatalismo


Finalmente, e aqui está o essencial, o enfoque muda por completo. A velha mântica tendia ao fatalismo: lidava com o destino. Expunha aspectos faustos e, outros, nefastos. Em alguns casos, o destino podia ser inescapável (Carmen vendo sempre, nas cartas, a inevitável morte violenta); podia também permitir cuidados, um certo livre-arbítrio. Mas a relação do consulente com o mundo era de exterioridade. Tudo o que ele poderia fazer seria lidar com sua conduta, entendida esta de maneira mecânica. Ora, desde que ocorreu esse engate entre parte da psicologia junguiana e as mânticas, a ruptura dentro/fora é questionada. O que o divinatório revela é a psique mais profunda do indivíduo mas repetimos: a psique não é rigorosamente individual, está engatada no cosmos, e é exatamente isso o que legitima ou faz funcionar os procedimentos de leitura.

Com isso, é claro que a leitura deixa de ser dos acontecimentos, dos fatos, daquilo que está fora do consulente. Agora trata de sua pessoa psíquica (em sentido renovado, porque re-ligado ao mundo). Idéias como a de destino ou de aspectos nefastos perdem por completo o sentido, ainda mais porque o que confere, justamente, sentido à leitura é uma convicção do possível crescimento do ser humano pelos desafios que enfrenta na vida. Isso fica visível pelo papel novo atribuído a Saturno. Se havia um astro carregado de toda a negatividade, era o velho pai de Júpiter, castrado e deposto pelo próprio filho, e além disso antigo deus da Terra, pesado como o chumbo, melancólico. Sua posição era muitas vezes nefasta. Mas leia-se aquela que é provavelmente a mais inteligente das astrólogas de nosso tempo, Liz Greene. Seu livro "Saturno" (Cultrix/Pensamento) é quase um elogio do antigo planeta nefasto: faz quase lamentarmos não tê-lo em todas as casas, mas numa só. Seu papel se torna o do "cobrador do carma", que vem exigir que saldemos nosso débito com o aspecto mais mal resolvido de nossa personalidade. Carma, aliás, aqui se pode ler sem nenhuma crença nas sucessivas encarnações, e isso mostra bem como é possível uma frequentação quase completamente não-religiosa dos procedimentos divinatórios: funcionam, e é o que importa para quem os utiliza.


Daí que toda uma psicologia otimista se tenha constituído em torno das "divinationes", em nosso século, no lugar das velhas mânticas um tanto assustadoras. Daí, também, que uma série de tarefas se possa definir, partindo-se da leitura divinatória. Quem conhece um mínimo de astrologia sabe que a casa onde tenho Júpiter assinala minhas maiores capacidades de expansão, ao passo que Netuno marca as brumas, as névoas e, por isso, tanto o maravilhamento quanto o engano. Já Saturno dita as dificuldades, a lentidão, a frustração. A despeito da enorme variedade de combinações que ocorrem entre as 12 casas, seus signos e os 10 astros, torna-se possível determinar que desafios maiores devo enfrentar (talvez na casa em que está Saturno) e com que ferramentas (talvez as dadas por Júpiter). Isso é apenas um exemplo, mas que delineia uma via que não se confunde nem com a mântica tradicional e seu fatalismo, nem com outras psicologias. O freudismo não pode admitir essa via, porque não crê num sentido preexistente que se encontra, e por isso mesmo recusa, a postura do psicólogo que dita regras (ou "tarefas", como dissemos).

Esta breve exposição suscita algumas considerações finais. Primeira, parece-me ser o forte impacto de Jung que deu nova vida às mânticas. Edgar Morin errou quando, atacando os novos bruxos, viu nas colunas astrológicas dos jornais uma volta da superstição: o que temos hoje é uma vertente muito mais sofisticada, que casa uma vertente da psicologia junguiana respeitada, ainda que controversa e uma série de mânticas renovadas.

Segundo ponto: há diferentes estatutos sociais e culturais entre os que frequentam as artes divinatórias. Existe um abismo entre as pessoas que vão a um curandeiro desses que mandam distribuir folhetos pela rua, prometendo proteção contra mau-olhado, volta da pessoa amada e retorno da saúde, e aquelas que pedem um mapa astral a um psicólogo.

Evidentemente, continua havendo leituras divinatórias que seguem uma oposição fausto/nefasto projetada fora do indivíduo. Mas há uma mântica de elite, que, em vez de usar as adivinhações como tecnologia (isto é, para uma eficácia externa), vai delas para a psicologia e, portanto, para o assim chamado "trabalho interno", uma reelaboração do eu apoiada no mapa da psique.

E, finalmente, parece-me haver aqui uma certa idéia de progresso. Espera-se, pelo menos, um avanço a partir desse autoconhecimento trabalhado que o mapa astral termina. Isso a velha astrologia não permitia. Apesar de vários renascentistas dizerem que "o homem sábio dominará os astros" ao vencer as fatalidades de sua carta natal, parece que é só com a astrologia junguianizada que surge, finalmente, um uso do mapa astral que se propõe a fazer crescer as pessoas. Uma tal meta, porém, seria impossível na psicanálise freudiana. Mas a discussão sobre esta é outro assunto: por enquanto, basta insistir na mudança entre a astrologia pesada do século 10 e esta nova, mais animadora, que se destaca desde algumas décadas.


Para os interessados: Alfred Douglas, "I Ching" ou "Tarot", dois livros publicados em inglês pela Penguin. Liz Greene: "Saturno", ou "Relacionamentos", ou "Os Astros e o Amor", editados no Brasil pela Cultrix/Pensamento. Jung: ''Sincronicidade'' (Vozes) Renato Janine Ribeiro é professor titular de filosofia política na USP, autor de "A Fortuna Aristocrática", ensaio publicado em "A Última Razão dos Reis" (Companhia das Letras), em que trata de tema análogo.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

LUA MINGUANTE EM GÊMEOS: 01/09/2010


A tensão planetária que vivemos entre julho/agosto começa a dar uma trégua com o avanço de Saturno pelo signo de Libra e a retrogradação de Urano que volta para o signo de Peixes e de Júpiter, que também retrograda para Peixes a partir do dia 10/9. Toda fase minguante é fundamental para banir energias e pensamentos negativos. Com a Lua no primeiro decanato do signo que rege o intelecto, não podia ser diferente. O Sol, conjunto a Mercúrio, em Virgem demonstra que é hora de ter muita prudência para divulgar novas idéias, fazer reuniões, assinar contratos. Tudo deve ser feito com a atenção e organização devidas. Se você ficou aborrecido com algo que lhe disseram, tente tirar a limpo, ou seja, verificar se não foi algum mal entendido antes de acusar. E, fundamentalmente, elimine todo o tipo de pensamento negativo, preconceito e preocupação para dar lugar a novas idéias e conhecimentos.



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Lua Cheia em Peixes : 24/8/2010


A configuração entre os planetas sociais e trans-saturninos (Júpiter, Saturno, Urano e Plutão) chegou ao auge ao longo do mês de agosto, começando a arrefecer ao longo de setembro devido, dentre outras coisas, à retrogradação de Urano em Peixes e ao avanço de Saturno em Libra. Entretanto, ao longo desta semana de Lua Cheia, quando estatisticamente os ânimos já costumam se exaltar, a possibilidade de sermos levados pelas emoções aumenta consideravelmente: Peixes é um signo do elemento Água, modalidade Mutável. Isto significa emoções afloradas e instáveis, muita sensibilidade, muitos devaneios e...confusões à vista! Apesar de estar no final do signo de Aquário, Netuno - regente de Peixes - faz conjunção com a Lua, que encontra-se no começo de Peixes no momento da Lua Cheia. É uma fase extremamente romântica que se rende, também, à conjunção de Vênus e Marte em Libra. Planejando algum encontro, paquera conquista? Este é o momento. Só mantenha, ou tente manter, um pouco de lucidez e discernimento! Até Mercúrio, apesar de domiciliado no signo racional e prático de Virgem, está retrógrado. As chances de "entrar numa fria" são grandes. É bom evitar a embriaguez, seja ela qual for!


Práticas e maiores informações: http://www.templodeminerva.com/magia.html


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

CURSO DE ASTROLOGIA AVANÇADA : TÉCNICAS DE PREVISÃO


Este curso é voltado aos alunos do curso de Astrologia Básica do primeiro semestre de 2010 e também àqueles que já possuem conhecimento dos fundamentos da Astrologia e da interpretação do mapa astrológico. O programa abarca as principais técnicas de previsão e o intercurso entre elas para prevenção e orientação quanto aos diversos ciclos planetários ao longo do tempo.



As aulas são ministradas utilizando-se slides e data-show para visualização dos gráficos, mapas e tabelas. O curso é apostilado e a orientadora recomenda uma bibliografia para quem quiser aprofundar-se.


As vagas são limitadas. Reserve logo a sua!


Desconto para duplas e grupos.


CARGA HORÁRIA: 24 horas (1 aula de 2 horas por semana aos sábados)
INÍCIO: 14/08/09 das 10h00 às 12h00
DURAÇÃO: 12 semanas
INVESTIMENTO: R$ 500,00 ou 3 X R$ 180,00
ORIENTADORA: Mônica C. Schwarzwald
LOCAL: SCLN 216 bl.B SALA 210 - Asa Norte


PROGRAMA:


Aula 1) Revisão I : Interpretação do mapa astrológico natal.
Aula 2) Revolução Solar I.
Aula 3) Revolução Solar II
Aula 4) Aula prática - interpretação do mapa natal e revolução solar
Aula 5) Trânsitos planetários I
Aula 6) Trânsitos planetários II
Aula 7) Aula prática - interpretação do mapa natal, revolução solar e trânsitos
Aula 8) Progressões secundárias I - Sol
Aula 9) Progressões secundárias II - ASC e MC.
Aula 10) Progressões secundárias III - Lua
Aula 11) Aula prática - interpretação do mapa natal, revolução solar, trânsitos e progressões.
Aula 12) Avaliação (Interpretação de mapa pelos alunos com consulente "in loco").

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

CURSO DE TAROT COMPARADO : CROWLEY, RIDER-WAITE E MARSELHA





Assim como as principais ciências herméticas (Astrologia, Cabala, Magia), a origem do Tarot se perde no início da História da Humanidade e é controversa. Existe até uma versão que afirma tratar-se de parte remanescente da cultura atlante que nos foi legada. Entretanto, se percebermos a conexão entre Cabala – Astrologia – Tarot, concluímos tratar-se de parte de um todo, portanto, originário da mesma fonte milenar.



O objetivo deste curso é o estudo comparativo entre os Tarots mais usados atualmente e demonstrar a importância do tarot idealizado pelo mago Aleister Crowley (http://www.templodeminerva.com/thelema.html) e desenhado pela artísta plástica e egiptóloga Frida Harris como definitivo da Nova Era. Trata-se do jogo mais contemporâneo e revolucionário que já foi criado. A arte de suas lâminas é magnífica e revela detalhes astrológicos, cabalísticos, filosóficos e mitológicos em cada um dos 78 arcanos, nos brindando com conexões arquetípicas entre nossa psiquê e as ciências herméticas. O caráter revolucionário está na sua diferença de abordagem das situações reveladas pelos arcanos correspondentes aos Tarots mais tradicionais, Marselha e Rider-Waite.



As aulas são ministradas utilizando-se slides e data-show para visualização dos arcanos e das aberturas práticas. O curso é apostilado e a orientadora recomenda uma bibliografia para quem quiser aprofundar-se nesta filosofia que resgata nosso conteúdo instintivo e inconsciente através de símbolos e do aprofundamento esotérico e divinatório, não adivinhatório. A parte prática do curso consiste em meditações a fim de despertar e treinar nossa glândula pineal como ferramenta principal para nossa visão holística do conteúdo simbólico, e as aberturas ou jogos de cartas.



As vagas são limitadas. Reserve logo a sua!



Desconto para duplas e grupos.



CARGA HORÁRIA: 24 horas (1 aula de 2 horas por semana aos sábados)
INÍCIO: 14/08/09 das 14h00 às 16h00
DURAÇÃO: 12 semanas
INVESTIMENTO: R$ 500,00 ou 3 X R$ 180,00
ORIENTADORA: Mônica C. Schwarzwald
LOCAL: SCLN 216 bl.B SALA 210 - Asa Norte

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

CURSO DE ASTROLOGIA BÁSICA : INTERPRETAÇÃO DO MAPA ASTROLÓGICO

Um curso para iniciantes que interessam-se em desvendar a Astrologia como ciência hermética. Estudando seus fundamentos como a História da Astrologia, Mecânica Celeste e Energias Primordiais, o aluno entende a lógica arquetípica deste conhecimento. Desta maneira, a interpretação do mapa astrológico é compreendida de maneira fluente, sem mistérios.

As aulas são ministradas utilizando-se slides e data-show para visualização de gráficos, mapas e tabelas. O curso é apostilado e a orientadora recomenda uma bibliografia para quem quiser aprofundar-se neste conhecimento apaixonante, cuja origem se perde no nascimento da Humanidade.

A Astrologia é a melhor ferramenta para o auto-conhecimento e a auto-análise. Ela não serve apenas para orientações quanto às melhores decisões para nosso futuro, mas também para nos aceitarmos, compreendermos de onde viemos e para onde vamos, por que agimos de determinada maneira, por que manifestamos nossas emoções de outra. Ela explica o quão complexos somos nós, seres humanos, e como é importante lidarmos com nossos desafios kármicos ou dhármicos, além de ensinar a desenvolver nossos talentos inatos. Ela mostra que, cada um de nós é uma Estrela com brilho próprio, que deve valorizar este brilho, não se adaptar aos outros, pois no nosso processo de Individuação reconhecemos a suprema realização do nosso Self.

Abaixo, maiores detalhes e a programação completa do curso. As vagas são limitadas, restam poucas. Reserve logo a sua!

Desconto para duplas e grupos.

CARGA HORÁRIA: 24 horas (1 aula de 2 horas por semana aos sábados)
INÍCIO: 14/08/09 das 16h30 às 18h30
DURAÇÃO: 12 semanas
INVESTIMENTO: R$ 500,00 ou 3 X R$ 180,00
ORIENTADORA: Mônica C. Schwarzwald
LOCAL: SCLN 216 bl.B SALA 210 - Asa Norte

Aula 1) Estrutura básica do mapa astrológico e elementos gráficos.
Aula 2) História da Astrologia.
Aula 3) Mecânica Celeste (Introdução à Astronomia)
Aula 4) Energias primordiais, elementos e qualidades na Natureza formadores dos Signos.
Aula 5) Mitologia e teoria dos signos dos elementos Fogo e Ar (Áries, Leão, Sagitário, Gêmeos, Libra e Aquário).
Aula 6) Mitologia e teoria dos signos dos elementos Água e Terra (Câncer, Escorpião, Peixes, Touro, Virgem e Capricórnio).
Aula 7) Luminares e planetas do Sistema Solar.
Aula 8) Casas astrológicas e Aspectos interplanetários.
Aula 9) Determinação terrestre e estado cósmico dos astros.
Aula 10) Leis de Morin aplicadas à interpretação do mapa astrológico I.
Aula 11) Leis de Morin aplicadas à interpretação do mapa astrológico II.
Aula 12) Avaliação (Interpretação de um mapa pelos alunos escolhido pela orientadora).

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Lua Minguante a 10º46' do signo de Touro : dia 03 de agosto de 2010 às 01:58 (horário de Brasília)


É sabido que os aspectos planetários de julho e agosto estão muito tensos. Neste dia de Lua Minguante, especificamente, forma-se um alinhamento entre Urano e Júpiter em Áries confrontando, ou seja, fazendo oposição a: Saturno, Marte em Libra; e Vênus, pela orbe, no final do signo de Virgem. Para piorar a situação, Plutão em Capricórnio está em quadratura (aspecto tenso de 90 graus) com Urano, Júpiter, Saturno e Marte. Não é um momento de tomar atitudes precipitadas, confrontar outras pessoas, resolver fazer mudanças radicais. Muitas das decisões tomadas nesta época poderão ser motivos de arrependimento posterior. Especialmente nesta próxima lua minguante, evite gastos abusivos, investimentos arriscados. É uma ótima lua para começar uma dieta ou eliminar física e mentalmente energias arraigadas, estagnadas, difíceis de se reciclar!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Programe-se: Agenda de Cursos para o 2º Semestre!

Estão sendo formados novos grupos para as atividades abaixo, além da continuidade dos cursos do 1º semestre. Vagas limitadas. Desconto para grupos. Todos apostilados. Entre em contato para fazer sua inscrição!

1) ASTROLOGIA BÁSICA - Interpretação do mapa astrológico

CARGA HORÁRIA: 24 horas (1 aula de 2 horas por semana aos sábados)
INÍCIO: 14/08/09 das 16h30 às 18h30
DURAÇÃO: 12 semanas
INVESTIMENTO: R$ 500,00 ou 3 X R$ 180,00
ORIENTADORA: Mônica C. Schwarzwald
LOCAL: SCLN 216 bl.B SALA 210 - Asa Norte

PROGRAMA :

Aula 1) Estrutura básica do mapa astrológico e elementos gráficos.
Aula 2) História da Astrologia.
Aula 3) Mecânica Celeste (Introdução à Astronomia)
Aula 4) Energias primordiais, elementos e qualidades na Natureza formadores dos Signos.
Aula 5) Mitologia e teoria dos signos dos elementos Fogo e Ar (Áries, Leão, Sagitário, Gêmeos, Libra e Aquário).
Aula 6) Mitologia e teoria dos signos dos elementos Água e Terra (Câncer, Escorpião, Peixes, Touro, Virgem e Capricórnio).
Aula 7) Luminares e planetas do Sistema Solar.
Aula 8) Casas astrológicas e Aspectos interplanetários.
Aula 9) Determinação terrestre e estado cósmico dos astros.
Aula 10) Leis de Morin aplicadas à interpretação do mapa astrológico I.
Aula 11) Leis de Morin aplicadas à interpretação do mapa astrológico II.
Aula 12) Avaliação (Interpretação de um mapa pelos alunos escolhido pela orientadora).


2) ASTROLOGIA AVANÇADA - Técnicas de previsão

CARGA HORÁRIA: 24 horas (1 aula de 2 horas por semana aos sábados)
INÍCIO: 14/08/09 das 10h00 às 12h00
DURAÇÃO: 12 semanas
INVESTIMENTO: R$ 500,00 ou 3 X R$ 180,00
ORIENTADORA: Mônica C. Schwarzwald
LOCAL: SCLN 216 bl.B SALA 210 - Asa Norte

PROGRAMA:

Aula 1) Revisão I : Interpretação do mapa astrológico natal.
Aula 2) Revolução Solar I.
Aula 3) Revolução Solar II
Aula 4) Aula prática - interpretação do mapa natal e revolução solar
Aula 5) Trânsitos planetários I
Aula 6) Trânsitos planetários II
Aula 7) Aula prática - interpretação do mapa natal, revolução solar e trânsitos
Aula 8) Progressões secundárias I - Sol
Aula 9) Progressões secundárias II - ASC e MC.
Aula 10) Progressões secundárias III - Lua
Aula 11) Aula prática - interpretação do mapa natal, revolução solar, trânsitos e progressões.
Aula 12) Avaliação (Interpretação de mapa pelos alunos com consulente "in loco").


TAROT COMPARADO

CARGA HORÁRIA: 24 horas (1 aula de 2 horas por semana aos sábados)
INÍCIO: 14/08/09 das 14h00 às 16h00
DURAÇÃO: 12 semanas
INVESTIMENTO: R$ 500,00 ou 3 X R$ 180,00
ORIENTADORA: Mônica C. Schwarzwald
LOCAL: SCLN 216 bl.B SALA 210 - Asa Norte

PROGRAMA:

Análise comparativa de todos os 78 arcanos dos

de Crowley (Thoth) / Rider-Waite / Marselha com ênfase no elaborado e inovador Tarot de Crowley que reúne todo o conhecimento esotérico do iniciado e estudioso mago

juntamente com o trabalho inspirado da artista plástica e egiptóloga Frida Harris. A cada lâmina, uma revelação hermética, astrológica, mitológica, cabalística, numerológica e arquetípica.

O curso compreende o estudo teórico e as práticas de abertura do Tarot desde a primeira aula.

Mônica C. Schwarzwald
Site: http://www.templodeminerva.com/
Blog: http://horusaeon.blogspot.com/
MSN: astrologa10@hotmail.com
Skype: monica.schwarzwald
(61) 8139-5185/ 4063-6345/ 3202-2042

sábado, 10 de julho de 2010

Sobre o eclipse solar de 11 de julho de 2010

Recebi de diversas fontes o e-mail abaixo intitulado "OS EXTRAORDINÁRIOS ECLIPSES DA GRANDE CRUZ" com pedidos de algumas pessoas para que eu o analisasse e desse minha opinião a respeito da veracidade ou não das informações contidas nele. Aliás, dirigindo-me não só a estas pessoas, mas a todos vocês: sinto-me honrada quando vocês me consultam. Portanto, não se reprimam. Percebo que alguns de vocês ficam constrangidos, achando que estão me incomodando. Pois, a verdade, é a seguinte: estou aqui para isto! Afinal, quem tem o Nodo Lunar Norte em Gêmeos e na sexta casa está neste mundo para trabalhar e servir através da divulgação de informações e do ensino!


Voltando ao assunto em pauta, ou seja, o próximo eclipse solar. Em primeiro lugar, quero deixar bem claro que, a noção de que qualquer eclipse tenha um significado maligno e aterrorizante faz parte do passado remoto. Em segundo lugar, os efeitos do eclipse recaem com mais ênfase nas localidades onde ele é percebido em sua totalidade e, a Astrocartografia é uma ferramenta que pode nos ajudar a verificar estas localidades e entender os acontecimentos decorrentes como, por exemplo, no famigerado eclipse de 11/8/1999:



Observe a faixa vermelha que percorre localidades que passaram por alguns "sufocos" após este eclipse, cuja configuração foi extremamente tensa no céu, que envolvia aspectos como a denominada "grande cruz": O atentado ao World Trade Center (New York), o tisunami na Índia e os conflitos do Oriente Médio, são alguns exemplos.


O eclipse em pauta que se dará no dia 11/7/2010 às 16:40 (horário de Brasília) está inserido em uma configuração astrológica tensa, mas não se compara ao de agosto de 1999. Não há a formação da "grande cruz" que inclui as quadraturas e a cruz gerada pelas oposições de 1999, apenas os aspectos tensos entre Urano, Júpiter, Plutão e Saturno (ver "Urano em Áries e a Síndrome Catastrofista" em http://horusaeon.blogspot.com), que não atingem o alinhamento do Sol com a Lua. Algumas versões do e-mail "Os Extraordinários Eclipses da Grande Cruz" foram premiadas com um mapa astrológico que não tem absolutamente nada a ver com o eclipse solar do próximo domingo que, na verdade, é o seguinte:


Agora, compare com o eclipse de agosto de 1999:




No mapa do eclipse solar de agosto de 1999 fica evidenciada a formação de uma "grande cruz": as linhas em vermelho representam os aspectos tensos e dificultosos no mapa astrológico que envolvem, inclusive, a dupla Sol/Lua. Este eclipse foi peculiar pois, além da configuração "grande cruz" ter sido formada por astros nos signos de modalidade fixa que representam a enigmática esfinge de Gizé – Leão, Aquário (rosto humano), Touro e Escorpião (águia) –, também é citada nas profecias maia, civilização milenar com profundo conhecimento astronômico e astrológico, como marco inicial do "Tempo do Não-Tempo".


Já foi demonstrada a área na superfície do nosso planeta mais atingida pelo eclipse de agosto de 1999. Observe a correspondente do próximo eclipse:





Conforme pode ser visualizado nos gráficos acima, este próximo eclipse será total na região do Pacífico Sul, atingindo a Ilha de Páscoa e o extremo sul da América do Sul. Estas regiões poderão sofrer alguma espécie de influência ou foco mundial num futuro próximo, mas levando-se em conta TODOS os outros aspectos planetários, não apenas o eclipse.


Todo eclipse solar ocorre necessariamente no momento da Lua Nova, a única diferença é o fato de ambos os astros compartilharem o mesmo paralelo em termos de declinação no caso do eclipse. A Lua Nova nada mais é do que a conjunção entre Sol e Lua compartilhando a mesma posição em um determinado signo, por isto o sombreamento por ocasião do eclipse. No dia 11/7, no exato momento do eclipse e da lua nova, esta posição ocupada pelos dois luminares é a 19º23' do signo de Câncer. Todos nós temos esta posição no nosso mapa astrológico de nascimento. É claro que é a mesma posição, mas conectada a assuntos diferentes, pois cada mapa de nascimento de cada um de nós é único. A grosso modo, se o seu ascendente é Capricórnio, existe uma grande chance que este eclipse atinja seu descendente, ou seja, a área no seu mapa responsável pelos relacionamentos. Em se tratando de mapa pessoal, isto significa que, até o próximo eclipse solar, o foco de sua vida serão os relacionamentos e parcerias. Como o signo envolvido é Câncer, este foco conduz a uma reciclagem no âmbito dos relacionamentos e parcerias para que não retornem situações do passado com intensa carga emocional. Isto apenas é um simples exemplo. A interpretação mais profunda envolve outros aspectos planetários que também podem estar ligados por aspectos ao próprio eclipse.


O e-mail "Os Estraordinários eclipses da Grande Cruz " refere-se a uma canalização ou processo mediúnico em que o médium transcreve ou dita mensagens de uma entidade procedente de outra dimensão. Atribui-se ao arcanjo Metatron a autoria da mensagem. Segundo o conhecimento cabalístico, o arcanjo Metatron, mestre de Moisés, está ligado a Kether, a mais evoluída esfera do mundo arquetípico e não manifesto. Sinceramente, acredito que entidades de hostes menos elevadas (um anjo ou um querubim) já dariam conta do recado. De qualquer forma, trata-se de uma bela mensagem e com conselhos extremamente úteis. Veja na íntegra em www.earth-keeper.com/

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Urano em Áries e a Síndrome Catastrofista

No último dia 28/5, Urano ingressou no signo de Áries, depois de transitar por Peixes desde o final de 2003. Na Astrologia, Urano, Netuno e Plutão são planetas geracionais, ou seja, afetam gerações durante seus trânsitos e aspectos, além de demarcarem períodos e fatos relevantes na História Mundial. Até mesmo quando foi descoberto em 1781, Urano já mostrou a que veio em plena era das Revoluções: a Industrial e a Francesa. Uma acelerando as descobertas científicas e promovendo a modernização e tecnologia, a outra expressando a máxima democrática, atual até hoje: "Liberdade, Igualdade e Fraternidade". Unindo estes fatos históricos com suas características físicas, como por exemplo, uma rotação que foge ao padrão dos outros planetas, devido à inclinação de seu eixo, Urano dividiu com Saturno a regência do signo de Aquário.

Na última vez que visitou o signo de Áries, entre abril de 1927 e março de 1935, flagrou um período muito tenso, destacando-se a Grande Depressão econômica de 1929 que culminou com a II Guerra Mundial. Acontecimentos radicais e drásticos, típicos da união de um planeta análogo a revoluções repentinas com um signo ígneo, imperioso e explosivo como Áries.

Nestes tempos modernos, Plutão ao entrar em Capricórnio entre 2008-2009 já provocou outra crise econômica, a título de aviso: é hora de rever nossos valores e padrões. Estruturas devem ser transformadas (vide 2008 : O Ano Regido por Marte, mas Comandado por Plutão em http://www.templodeminerva.com/artigos.html) a fim de dar lugar a uma mentalidade mais igualitária, evoluída e universalista, condizente com a Nova Era, ou a Era de Aquário.

Em qualquer transição ou mudança, é típico apegar-se àquilo que está indo embora. O "medo do novo" às vezes atua no nosso inconsciente de maneira imperceptível, hiper valorizando características e valores do passado, do que estamos perdendo, do que está indo embora e pode deixar saudades ou o vazio. A Era de Aquário é a Era da União. A união entre a Religião e a Ciência, a união da Razão com a Emoção. Arquetipicamente dizendo, a união dos deuses do céu com as deusas da Terra, a igualdade. Os aspectos astrológicos tensos são típicos nestas transições, assim como a atividade solar intensificando-se pelas explosões solares. Infelizmente, a ferramenta mais uraniana que dispomos, a Internet, é foco de disseminação generalizada de "spams", "fakes", muitas vezes surreais sobre o "fim do mundo" ou o "apocalipse", espalhando pânico e stress dispensáveis para nossa atualidade já permeada do stress diário. E, esta cultura apocalíptica, que prega o "juízo final", é resquício da Era de Peixes, ou a Era Cristã.

Se nos debruçarmos sobre a cultura e o profundo conhecimento das civilizações antigas e pagãs, como os maias, por exemplo, encontraremos a explicação para todas as vicissitudes que estamos vivendo e, ao invés de nos desesperarmos, poderemos ter uma visão mais construtiva da vida.

Foram eles que alertaram para a observação pura e simples da natureza como um organismo único do qual fazemos parte. E, a partir do momento em que o Sol, como ser vivo e cíclico, cuja respiração irrompe ou diminui as erupções solares, sincroniza-se com o centro da nossa Galáxia, é momento de passagem, do "tempo do não-tempo", quando os acontecimentos começam a se acelerar a partir de 1992. É justamente a partir daí e, mais precisamente a partir do famigerado eclipse de 11/8/1999 (sete anos a partir do início do último katun – período de 20 anos compreendido entre 1992 e 2012), que os fatos se sobrepõem acelerando as mudanças e nos envolvendo na nítida certeza de que o tempo está "contra nós". E isto faz parte do ciclo evolutivo da humanidade, do salto quântico que estamos prestes a dar, como tantos outros desde que começamos a povoar a Terra como criaturas mais primitivas. Uma das fases de absoluta estagnação e inatividade solar foi a Idade Média, também conhecida como a Idade das Trevas, quando o poder e o sistema vigentes na época eram inquestionáveis e resistentes a todo o tipo de mudança. Nada é para sempre, pois tudo obedece a ciclos, assim como a Astrologia.

Resta dizer como tiraremos proveito destes próximos ciclos que estão iniciando, principalmente, com algumas configurações executadas por Urano em Áries, Plutão em Capricórnio e Saturno em Libra. Lembrando que Urano, apenas "visitará" brevemente o signo de Áries entre final de maio e meados de agosto deste ano, tornando este período bastante tenso. Daí, entrará em movimento retrógrado em relação à Terra e, a partir de março de 2011 voltará à carga e permanecerá em Áries até maio de 2018.

Ao longo deste período, é óbvio que muitas coisas acontecerão, assim como faz parte de qualquer civilização: guerras relâmpagos, atentados, destruições, acidentes, crises etc, mas isto já está vigente.

Sob o ponto de vista da consultoria astrológica e da Astrologia Mundial, pessoas, organizações e países que possuírem planetas pessoais, Ascendente ou o Meio-do-Céu nos signos de Áries, Câncer, Libra e Capricórnio nos seus mapas de nascimento ou fundação estarão mais expostos às transformações repentinas, rompimentos e libertações uranianos. Urano age sem aviso prévio. Se você tem algum dos elementos acima no primeiro decanato destes signos, já está percebendo esta nova energia de inconformismo com a situação vigente. A vontade de partir para novas situações, novos relacionamentos diferentes dos padrões que, até então, comandavam a sua vida, é irresistível e libertadora. A resistência a tudo isto é razão suficiente para promover doenças, perdas ou, no mínimo, uma inquietação bem grande. E, de inquietação, já temos o suficiente, sendo bombardeados constantemente pelos "falsos profetas" que têm um pé ainda na Era de Peixes e o outro, titubeante, pisando em falso na turbulência de Urano em Áries e trombeteando apenas catástrofes, fim de mundo e juízo final. O importante é ter em nossas mentes e em nossos espíritos a essência da Era de Aquário: a universalidade e a união da religião com a ciência. Uma estrela, um plâncton ou um ser humano tem a mesma importância no sistema vital. Todos merecem o mesmo respeito. Fé cega acarreta faca amolada e temos neurônios bem desenvolvidos para avaliar, discernir e equilibrar os dogmas religiosos com o cartesianismo e as certezas absolutas da ciência acadêmica.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Crowley e Seixas: um livro em alto e bom som

Lançamento de livro


Novo Aeon: Raul Seixas no torvelinho de seu tempo

O professor Vitor Cei Santos acaba de lançar a obra Novo Aeon: Raul Seixas no torvelinho de seu tempo, pela editora Multifoco, com prefácios de Sérgio da Fonseca Amaral e Wilberth Salgueiro, professores do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Espírito Santo.

Resultado da pesquisa de mestrado do autor, a obra aborda a concepção de Novo Aeon apresentada por Raul Seixas em suas músicas. A doutrina do Novo Aeon, elaborada pelo poeta e mago inglês Aleister Crowley no início do século XX, impulsionou trajetórias existenciais de grande força contestatória, influenciando a contracultura das décadas de 1960 e 1970. Seixas, que acompanhou o movimento e propôs uma Sociedade Alternativa, lançou sua criação midiática à condição de espírito do seu tempo.

Por meio de conceitos teóricos, o livro ajuda a compreender a música de Raul Seixas à luz da multiplicidade de problemas que formam a experiência cultural brasileira. O autor, através de sua interpretação e o entrelaçamento de discussões com teóricos fundamentais para a compreensão do tema, apresenta uma análise das questões que animaram as décadas de 1970 e 80: autoritarismo, censura, desbunde, contracultura, ocultismo, indústria cultural, melancolia e niilismo.

O livro pode ser encontrado na 

Editora Multifoco, do Rio de Janeiro [http://

www.editoramultifoco.com.br

] ou 

no site Estante Virtual [

http://www.estantevirtual.com.br/acervo/vitorcei]. 


Título: Novo Aeon - Raul Seixas no torvelinho de seu tempo

Autor: Vitor Cei Santos

Editora: Multifoco

Páginas: 224

Preço: R$ 35,00

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Profissional das Ciências "Ocultas"

No livro "O ABC do Ocultismo", Papus – pseudônimo do médico francês Gerard Anaclet Vincent Encausse (1865-1916) – faz uma analogia entre a ciência antiga e a ciência vigente. A ciência vigente da época, pós-renascentista, por se apegar a detalhes, ele chamou de "analítica e experimental". A antiga, em vista do seu caráter holístico, ele chamou de "sintética e filosófica":

 

 

Ciências Antigas (sintéticas e filosóficas)

Ciências Vigentes (analíticas e experimentais)

Alquimia

Química

Magia

Física e História Natural

Astrologia

Astronomia

Hermetismo

Medicina

Cabala

Matemática

 

No período do Renascimento (séc. XIV a XVII, aproximadamente), ocorreu uma cisão no conhecimento científico, originando as Ciências Vigentes que, apesar de sua origem incontestável a partir das Antigas, rejeitaram-nas e estigmatizaram-nas. Entretanto, as mesmas permaneceram sob o nome de "Ciências Ocultas". Hoje é evidente a crise nas Ciências Vigentes ou Atuais justamente por causa da falta de coesão entre suas incontáveis subdivisões e também por não perceberem o ser humano como um ser integral e integrado ao planeta Terra. Como sabemos, a História é tão cíclica quanto o movimento planetário, e hoje percebemos uma crescente valorização das Ciências Antigas promovendo a ampla divulgação de oráculos, terapias alternativas, técnicas de auto-conhecimento, medicina chinesa etc.

 

O "cientista antigo ou oculto" dominava ampla e profundamente o conhecimento de Alquimia, Magia, Astrologia, Hermetismo e Cabala para poder ser reconhecido e conseguir investigar e resolver os problemas da humanidade na época, sejam eles físicos, psíquicos ou espirituais. E, hoje em dia, além de atualizados, todos estes conhecimentos também deveriam constar no currículo básico dos profissionais hoje em dia conhecidos como astrólogos, tarólogos, terapeutas holísticos e outras derivações. Só que não é o que acontece. A proscrição e a falta de regulamentação nestas profissões permitem uma diversidade de adivinhos e operadores de oráculo que, na maioria das vezes, não tem noção de Astrologia e Cabala, por exemplo, mas profetizam vários detalhes de qualquer que seja o assunto em questão. São pessoas que já nascem com o dom natural da mediunidade, ou da clarividência, cuja função não tem nada a ver com os profissionais do esoterismo, que necessitam do conhecimento das Ciências Antigas. Claro que todo o astrólogo, tarólogo ou cabalista vai usar a intuição. Mas a intuição é inerente a todo o ser humano e qualquer profissional de qualquer uma das ciências acima a utiliza nos seus processos.

 

Mas, trabalhar com 100% da sua intuição, mediunidade ou clarividência já é outra coisa.

 

Na Astrologia, o planeta responsável pela nossa intuição é Netuno. Portanto, dependendo do estado cósmico de Netuno no momento do nosso nascimento, podemos ser agraciados com o poder mediúnico ou paranormal. A "sombra" de Netuno, o lado negativo – como tudo na vida humana, segundo o Hermetismo, tem sua polaridade positiva e outra negativa – acarreta ilusões e enganos. Daí que, as chances de um paranormal, que utiliza exclusivamente seu poder e conexão facilitada com o "outro lado", sem preparo ou estudo das Ciências Esotéricas, correr o risco de falhar e, até mesmo, prejudicar seu cliente numa consulta, são grandes.

 

O objetivo principal do profissional das ciências esotéricas – esotéricas sim, já temos discernimento o suficiente para compreender e buscar muitos conhecimentos, antes limitados a grupos "iniciados", tornando-as "ocultas" – é desenvolver o livre arbítrio do consulente através do auto-conhecimento. Que graça teria a vida se tudo fosse adivinhado ou líquido e certo? Como seria nosso processo evolutivo se já soubéssemos o que virá depois de amanhã? A orientação astrológica e a análise tarológica promovem a essência divina do ser humano, sua auto-confiança nas próprias decisões tomadas com base na sua Vontade Suprema. Os erros e acertos são meras lições no meio do Caminho da Vida e é com eles que vamos alcançar a independência, a inovação, o holismo e a racionalidade próprias na Nova Era, ou Era de Aquário.

 

O investimento nos estudos do profissional das ciências esotéricas, seja ele econômico ou  temporal, é grande e vitalício. Nenhum cientista pára de estudar ou de pesquisar, já perceberam? Nem o astrólogo, o tarólogo e o cabalista. Apesar de que "errar é humano", como se diz por aí e até podemos elencar os erros da ciência vigente, atual ou oficial, não é possível haver erro nas previsões astrológicas, por exemplo. O que existem são dados de nascimento errados ou um profissional sem conhecimento amplo da ciência que aplica.

 

Humildade também é fundamental nesta profissão. Em muitos casos, principalmente na Astrologia, o ego do profissional tende a inflar, pois os clientes que começam a entrar em sintonia com seu Eu Superior devido às orientações e das previsões astrológicas, começam a ter uma vida mais equilibrada e, consequentemente, próspera em todos os sentidos. E ele admira o astrólogo que, baseando-se em símbolos e movimento planetário, consegue delimitar fases de mudança, de atrasos, de desafios, de facilidades que, do ponto de vista do leigo, parecem adivinhações ou milagres. É apenas a dedicação a uma ciência que, apesar de proscrita nos dias atuais, permanece viva como uma ferramenta de ajuda e auto-reconhecimento da divindade dentro de cada um de nós.