quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

PROGRAMAÇÃO DE CURSOS PARA O 1º SEMESTRE : ASTROLOGIA-FLORAIS-CABALA-TAROT

ASTROLOGIA BÁSICA -
ANÁLISE DO MAPA ASTROLÓGICO

CARGA HORÁRIA: 24 horas (1 aula de 2 horas por semana aos sábados)
INÍCIO: 27/02/10 das 10h00 às 12h00
DURAÇÃO: 12 semanas
INVESTIMENTO: R$ 500,00 ou 3 X R$ 180,00
ORIENTADORA: Mônica C. Schwarzwald
LOCAL: SCLN 216 bl.B SALA 210 - Asa Norte

PROGRAMA :

Aula 1) Estrutura básica do mapa astrológico e elementos gráficos.
Aula 2) História da Astrologia.
Aula 3) Mecânica Celeste (Introdução à Astronomia)
Aula 4) Energias primordiais, elementos e qualidades na Natureza formadores dos Signos.
Aula 5) Mitologia e teoria dos signos dos elementos Fogo e Ar (Áries, Leão, Sagitário, Gêmeos, Libra e Aquário).
Aula 6) Mitologia e teoria dos signos dos elementos Água e Terra (Câncer, Escorpião, Peixes, Touro, Virgem e Capricórnio).
Aula 7) Luminares e planetas do Sistema Solar.
Aula 8) Casas astrológicas e Aspectos interplanetários.
Aula 9) Determinação terrestre e estado cósmico dos astros.
Aula 10) Leis de Morin aplicadas à interpretação do mapa astrológico I.
Aula 11) Leis de Morin aplicadas à interpretação do mapa astrológico II.
Aula 12) Avaliação (Interpretação de um mapa pelos alunos escolhido pela orientadora).

Curso apostilado.

 

TERAPIA COM FLORAIS DE BACH

CARGA HORÁRIA: 24 horas (1 aula de 2 horas por semana aos sábados)
INÍCIO: 27/02/10 das 14h00 às 16h00
DURAÇÃO: 12 semanas
INVESTIMENTO: R$ 500,00 ou 3 X R$ 180,00
ORIENTADORA: Mônica C. Schwarzwald
LOCAL: SCLN 216 bl.B SALA 210 - Asa Norte

PROGRAMA:

1. Histórico e biografia do Dr. Edward Bach.
2. As Essências Florais de Bach.
Grupo 1 – Para o Medo;
Grupo 2 – Para a Incerteza;
Grupo 3 – Para a Falta de Interesse nas Circunstâncias Atuais;
Grupo 4 – Para a Solidão;
Grupo 5 – Para aqueles muito sensíveis às influências e idéias externas;
Grupo 6 – Para o desalento e desespero;
Grupo 7 – Para a preocupação excessiva com o bem estar dos outros; Rescue Remedy.
3. Seqüência da descoberta das essências pelo Dr. Bach.
4. Uso e preparação dos Florais de Bach:
Concentrado ou stock;Vidro de tratamento;Outras formas de uso;Método de esterilização caseira dos frascos.
5. Comparações dos florais.
6. Diferenças sutis entre florais parecidos.
7. Florais que freqüentemente atuam juntos ou se complementam.
8. Categorias de florais.
9. Florais opostos.
10. Florais de personalidade ou de tipo .
11. Os Chakras: portais energéticos. Como relacioná-los aos florais.
12. Formas de diagnóstico.Exercícios e Prática.

Curso apostilado.

 

CABALA PRÁTICA

CARGA HORÁRIA: 24 horas (1 aula de 2 horas por semana às terças-feiras)
INÍCIO: 02/03/10 das 19h30 às 21h30
DURAÇÃO: 12 semanas
INVESTIMENTO: R$ 500,00 ou 3 X R$ 180,00
ORIENTADORA: Mônica C. Schwarzwald
LOCAL: SCLN 216 bl.B SALA 210 - Asa Norte

PROGRAMA:

O curso consiste no estudo de cada um dos 32 Caminhos da Árvore da Vida:
- Correspondências no macrocosmo: Elementos da Natureza, Signos e Astros;
- Correspondências no microcosmo: Chakras;
- Correspondências com os Arcanos do Tarot;
- Símbolos: Anjos, vírtudes, vícios, cores;
- Práticas da Meditação Cabalística conforme a progressão dos Caminhos.

Curso apostilado.

 

TAROT COMPARADO

CARGA HORÁRIA: 24 horas (1 aula de 2 horas por semana às quintas-feiras)
INÍCIO: 04/03/10 das 19h30 às 21h30
DURAÇÃO: 12 semanas
INVESTIMENTO: R$ 500,00 ou 3 X R$ 180,00
ORIENTADORA: Mônica C. Schwarzwald
LOCAL: SCLN 216 bl.B SALA 210 - Asa Norte

PROGRAMA:

Análise comparativa de todos os 78 arcanos dos Tarots de Crowley / Rider-Waite / Marselha com ênfase no elaborado e inovador Tarot de Crowley que reúne todo o conhecimento esotérico do iniciado e estudioso mago Aleister Crowley juntamente com o trabalho inspirado da artista plástica e egiptóloga Frida Harris. A cada lâmina, uma revelação hermética, astrológica, mitológica, cabalística, numerológica e arquetípica.

O curso compreende o estudo teórico e as práticas de abertura do Tarot desde a primeira aula.

NOTA:
Informe-se em como prosseguir com as matrículas pelos fones (61) 3202-2042 / 8139-5185 ou pelo e-mail monica@templodeminerva.com. Reserve sua vaga - grupos limitados. Descontos na mensalidade para 2 ou mais cursos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Crowley Thoth Tarot Decks - Para quem participou do abaixo assinado:

Dear Valued Customer:

Re: Crowley Thoth Tarot Decks

We are pleased to advise that Crowley Thoth Tarot decks are now available:

Crowley Thoth Large Tarot Deck (AC78)

Crowley Thoth Tarot Premier Edition ((CRBN80)

Crowley Thoth Small Tarot Deck (CR80)

Pocket Swiss Crowley Thoth Tarot (PMC78)

Complete Tarot Kit (CTK50)

Please contact your local distributor, or go to our website: http://www.usgamesinc.com/ for ordering information.

Thank you.

U.S. Games Systems, Inc.
179 Ludlow St.
Stamford, CT 06902
Tel: 203-353-8400
Fax: 203-353-8431

(*) O melhor tarot já idealizado e desenhado no mundo volta a ser fabricado.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

DEPRESSÃO

Saturno, ou Chronos em grego, o "Senhor do Tempo", nos torna sábios quando temos maturidade, paciência, humildade e perseverança suficientes para construir uma ponte entre nós e o objetivo/missão de vida que queremos alcançar. Por isto que, no nosso mapa astrológico, este planeta é um sábio construtor quando nos responsabilizamos pelos nossos atos, ou encarrega-se de nos frustar e deprimir, se estamos desconectados com nossa essência e não compreendemos que a demora ou os atrasos, comuns em nossa vida, são dádivas do Senhor do Tempo para elaborarmos com mais eficiência nosso objetivo realizador, de maneira isolada e introspectiva. 
 

Sugiro arranjarem um "tempo" para ler o excelente texto abaixo.

O depressivo na contramão

[O tempo é o tecido de nossas vidas]
Eliane Brum
Em seu último livro, "O Tempo e o Cão – a atualidade das depressões" (Boitempo, 2009), a psicanalista Maria Rita Kehl nos provoca com uma hipótese sobre a qual vale a pena pensar: a depressão, que vem se tornando uma epidemia mundial desde os anos 70, pode ser a versão contemporânea do mal-estar na civilização. Ela teria algo a dizer sobre a forma como estamos vivendo e sobre os valores da nossa época. Para além da patologia, a depressão pode ser vista também como um sintoma social.
O que nossa época nos exige? Euforia, confiança, velocidade. Temos de ser pró-ativos. O que ela nos promete? Se soubermos traçar nossas metas e construir nossa estratégia, atingiremos o sucesso. Se produzirmos e consumirmos, alcançaremos a felicidade. Ser feliz deixou de ser uma possibilidade esporádica para se tornar uma obrigação permanente. Para nós, seres desta época, nada menos que o gozo pleno. Fora disso, só o fracasso. E o fracasso, este é sempre pessoal. Se não alcançamos o que nos prometeram no final do arco-íris é porque cometemos algum erro no caminho. E fracassar, como sabemos, passou a ser não um fato inerente à vida, mas uma vergonha.
O depressivo, neste contexto, é a voz dissonante. É o cara na contramão atrapalhando o tráfego, como na letra de Chico Buarque. Como diz Maria Rita, é aquele "que desafina o coro dos contentes". Ela afirma, logo no início do livro: "Analisar as depressões como uma das expressões do sintoma social contemporâneo significa supor que os depressivos constituam, em seu silêncio e em seu recolhimento, um grupo tão ruidoso quanto foram as histéricas no século XIX. A depressão é a expressão do mal-estar que faz água e ameaça afundar a nau dos bem-adaptados ao século da velocidade, da euforia prêt-à-porter, da saúde, do exibicionismo e, como já se tornou chavão, do consumo desenfreado".
Neste sentido, a mera existência do depressivo aponta, nas palavras da psicanalista, a má notícia que ninguém quer saber. Se basta ser pró-ativo, bem-sucedido e saudável, por que tantos e cada vez mais, como mostram as estatísticas, são classificados como depressivos?
"A depressão", diz Maria Rita, "é sintoma social porque desfaz, lenta e silenciosamente, a teia de sentidos e de crenças que sustenta e ordena a vida social desta primeira década do século XXI. Por isso mesmo, os depressivos, além de se sentirem na contramão do seu tempo, vêem sua solidão agravar-se em função do desprestígio social da sua tristeza".
Cada época cria seus proscritos. Na época da euforia e da velocidade, nada mais desafinado do que um depressivo. Se, em vez de hoje, o depressivo, então chamado de melancólico, vivesse no romantismo do final do século XVIII, "estaria tão adequado à cultura e aos valores de sua época quanto um perverso hospedado no castelo do marquês de Sade".  
Hoje, porém, os depressivos parecem ser não só o portador de uma má notícia, mas de uma doença contagiosa. Quem quer ter por perto alguém que sofre em um mundo cuja existência só se justifica pelo sucesso e pela felicidade plena? Num mundo em que todos têm de estar "de bem com a vida" para merecer companhia?
O depressivo não apenas sofre, mas silencia num mundo em que as pessoas preenchem todos os espaços com sua voz. E não apenas silencia, mas em vez de preencher seu tempo com dezenas de tarefas, uma agenda cheia, se amontoa no sofá da sala e nada quer fazer. Não só é lento, como chega a ser imóvel. Sua mera existência nega todos os valores propagandeados dia após dia ao redor de nós – e também pelo nosso próprio discurso afirmativo e de autoconvencimento.
Ao existir, o depressivo faz uma resistência política passiva ao establishment. Obviamente, ele não é um ativista nem tem consciência disso e preferiria não sofrer tanto. O que Maria Rita nos propõe é enxergar a depressão para além dos aspectos clínicos. Enxergar também como sintoma da sociedade em que vivemos. Como a ótima psicanalista que é, o que ela nos propõe é ouvir. Neste caso, ouvir o que a depressão tem a nos dizer quando escutada como sintoma social, como expressão de um mal-estar no mundo.
Os medicamentos podem fazer enorme diferença nas depressões graves num primeiro momento, para arrancar da apatia e possibilitar uma elaboração dessa dor que permita lidar com a vida de uma forma menos paralisante. Inclusive para romper com o imobilismo e buscar uma escuta pela psicoterapia ou pela psicanálise. Os medicamentos antidepressivos têm sua hora, seu lugar e sua importância. Mas acreditar que a medicação resolve tudo é calar a dor de quem a vive. E, no âmbito social, é ignorar o que ela diz sobre o que há de torto em nosso mundo.
Afirmar que a indústria farmacêutica resolve tudo é silenciar o impossível de ser silenciado, como prova a escalada das estatísticas da depressão. Na esfera social, significa dizer que é uma ótima vida correr desde que acorda até a hora de dormir, sem ter um minuto sequer para elaborar o que de bom e de ruim viveu naquele dia. Sem tempo para viver a experiência. Ou, como diz Maria Rita, vivendo no tempo do Outro.
Acreditar que a epidemia mundial de depressão pode ser erradicada com pílulas é afirmar que no nosso mundo nada falta. E um pouco mais grave que isso: é acreditar não apenas que é possível atingir uma vida em que nada falte, como atingi-la é uma mera questão de adaptação, pró-atividade e saúde.
No âmbito do indivíduo, tratar a depressão apenas com medicamentos é tornar ilegítima a sua dor. É dizer ao depressivo que o que ele sente não merece ser ouvido porque é produto apenas de uma disfunção bioquímica. É reforçar a crença de que o depressivo não tem nada a dizer sequer sobre ele mesmo. É cristalizar o estigma. Sem contar que tentar calar os sintomas da depressão à custa de remédios leva ao embotamento da experiência, ao esvaziamento da subjetividade. O que se sente é silenciado – e não elaborado. E, ainda que alguém achasse que vale a pena se anestesiar da condição humana, o efeito do remédio, como bem sabemos, é temporário.
Para algumas pessoas, encontrar médicos que resolvem tudo apenas com pílulas vai ao encontro de suas próprias crenças – e de sua necessidade de proteção. É mais fácil acreditar ser vítimas de uma doença, uma disfunção que está fora deles, a pensar que é um pouco mais complexo e mais difícil de lidar do que isso. É mais fácil do que aceitar que ele, como sujeito psíquico, está implicado neste mal-estar. Eu tomo remédio e não preciso pensar que algo me incomoda. Eu engulo uma pílula e não preciso lidar com a inadequação que me faz sofrer.
É possível compreender que, para quem já está na contramão do mundo e é visto muitas vezes como um estorvo, ajuda não ter ainda mais essa "culpa". Tranqüiliza pensar que aquela dor que está sempre ali foi causada por uma disfunção involuntária dos neurotransmissores. E que pode ser resolvida com um comprimido.
O problema é que a realidade mostra que não é tão simples assim. Quem já fez tratamento com antidepressivos sabe que "curar" uma depressão não é o mesmo que tratar de uma micose ou mesmo de uma pneumonia. Não basta tomar remédio: é preciso expressar a dor, é necessário elaborar o sofrimento e, em geral, mudar a vida ou a forma de olhar para a vida e para si mesmo.
Ao conversar com minha filha, também psicanalista, sobre esse tema, ela fez um comentário que cabe neste contexto. "É curioso como os filmes de ficção científica sempre usaram aquela imagem terrorífica de seres humanos levando uma injeção na nuca e se tornando embotados. Isso era assustador e nos assustava", disse. "Agora, o que assustava passou a ser a vontade das pessoas. Elas querem tomar uma pílula, ou uma injeção na nuca, e ficar embotadas."
Maria Rita sugere que vale a pena para todos – e não apenas para os depressivos – pensar o que a depressão está nos dizendo sobre nosso mundo. É isto ou continuar assistindo, impotentes, ao crescimento da epidemia, que atinge não apenas adultos, mas adolescentes e crianças, cada vez mais cedo. É preciso prestar atenção nesse mal-estar no mundo, escutá-lo, de verdade e com verdade, sem cair nos contos de fadas contemporâneos que transformam todos os monstros em déficits bioquímicos. Ao contrário de todas as profecias, a indústria farmacêutica não vai nos salvar de uma vida sem vida.
O livro de Maria Rita Kehl é complexo e vai muito além destas minhas primeiras interpretações. Uma das questões mais originais é a relação entre a depressão e o tempo. O depressivo seria também aquele que se recusa a se inserir no tempo do Outro. O nome do livro – O Tempo e o Cão – vem da experiência pessoal da psicanalista, ao atropelar um cachorro na estrada. Ela viu o cachorro, mas a velocidade em que estava a impedia de parar ou desviar completamente dele. Conseguiu apenas não matá-lo. Logo, o animal, cambaleando rumo ao acostamento, ficou para trás no espelho retrovisor.
É isso o que acontece com as nossas experiências na velocidade ditada pela nossa época. Diz Maria Rita: "Mal nos damos conta dela, a banal velocidade da vida, até que algum mau encontro venha revelar a sua face mortífera. Mortífera não apenas contra a vida do corpo, em casos extremos, mas também contra a delicadeza inegociável da vida psíquica. (…) Seu esquecimento (do cão) se somaria ao apagamento de milhares de outras percepções instantâneas às quais nos limitamos a reagir rapidamente para em seguida, com igual rapidez, esquecê-las. (…) Do mau encontro que poderia ter acabado com a vida daquele cão, resultou uma ligeira mancha escura no meu pára-choque. (…) O acidente da estrada me fez refletir a respeito da relação entre as depressões e a experiência do tempo, que na contemporaneidade praticamente se resume à experiência da velocidade".
Por coincidência, estava zapeando na TV ontem à noite (domingo), quando encontrei a psicanalista no Café Filosófico da TV Cultura, um dos melhores programas da TV aberta. Lá, ela fez algumas considerações muito interessantes. Anotei duas delas para acrescentar a esta coluna. "Nos dizem que 'tempo é dinheiro'. Ora, tempo não é dinheiro. Dizer que tempo é dinheiro é uma violência", afirmou Maria Rita. "Tempo é o tecido de nossas vidas".. E um pouco mais adiante: "Em qualquer sociedade, o poder se instaura por alguma forma de controle do tempo".
Quem quiser ler o livro de Maria Rita Kehl precisa saber que é um livro difícil. Não se lê fácil como uma daquelas obras de autoajuda.. Exige tempo, parada, reflexão. Para quem é leigo, é preciso ler e reler alguns trechos, voltar. Talvez até pular algumas partes que, depois de ler e voltar e reler, ainda assim não alcançamos. Mas vale todo o esforço.
Aprendi algo sobre isso, na semana passada, ao ouvir Benjamin Moser, autor da recém-lançada (e excelente!) Clarice, (CosacNaify, 2009), uma biografia de Clarice Lispector. Ele contou que os livros que mais gosta da escritora são os mais difíceis, aqueles que teve de ler para escrever a biografia, e não os primeiros que leu e compreendeu de imediato. Então, disse algo mais ou menos assim: "Os escritores têm de nos alcançar, mas nós também temos de alcançar os escritores".
Achei genial. E acho que é isso. Vale a pena essa busca para alcançar alguns escritores e suas vozes a princípio obscuras. Alcançar alguém é sempre uma experiência rica – e intransferível. O livro de Maria Rita Kehl, assim como os livros mais estranhos de Clarice Lispector, vale porque ao final deste esforço há uma voz original, dissonante de todas as mesmices que ouvimos – e eventualmente repetimos.
Para mim, que acordo todos os dias – e especialmente na segunda-feira – pensando em como não sentir mal-estar em um mundo tão brutal, que exige uma velocidade que me rouba a vida, fez todo o sentido. Só consigo viver por que a cada dia minha questão crucial não é me adaptar a um tempo que não é o meu. Mas encontrar formas de me recusar a viver segundo valores que para mim não fazem sentido. É esta busca – e esta insubordinação – que me mantém em pé, ainda que cambaleando, às vezes, como o cachorro atropelado por Maria Rita, e até caindo, de tempos em tempos.
Dias atrás, ao conversar com meu amigo Toco Lenzi, um homem que como poucos recusa os valores e a velocidade desta época, ele me contou uma história de sua última passagem pelo Saara, na Mauritânia, que cabe aqui. Toco atravessa o Saara a pé, da Mauritânia a Tunísia, em etapas e sem nenhuma pressa, com nenhum outro objetivo além de viver a experiência de atravessar o Saara a pé. Eu o acompanhei na primeira parte desta jornada para escrever um livro que ainda está no começo.
Toco conheceu um tuaregue que havia deixado o Saara e vivido – muito bem – na Europa. Apesar do que teria sido considerado um sucesso pela maioria de nós, ele resolveu voltar ao deserto e ao antigo modo de vida. Toco perguntou a razão. Ele respondeu: "Vocês têm relógio, nós temos tempo".

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Atividade solar pode interferir nas comunicações até 2012



A atividade na superfície do Sol vem se intensificando e poderá provocar interferências nas redes de comunicação da Terra nos próximos dois anos, segundo adverte um grupo de cientistas em antecipação ao lançamento de um novo observatório solar da Nasa, a agência espacial americana.



Novas fotos feitas por telescópios espaciais mostram um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos conhecidos como pontos solares após um período com a mais baixa atividade solar em quase um século.



A atividade solar intensa pode prejudicar o campo de proteção magnética da Terra, provocando sérios problemas nos sistemas de comunicação e até mesmo nos sistemas de distribuição de energia elétrica.



Segundo os cientistas, o pico da atividade solar poderá ocorrer em meados de 2012, elevando o risco de problemas com transmissões de televisão e redes de internet e o risco de apagões durante os Jogos Olímpicos de Londres.



'Maluco'



"Nos últimos três anos, a superfície do Sol havia se acalmado bastante por um tempo. A cada 11 anos as labaredas reaparecem, e de repente vemos a retomada dessa atividade", afirma a astrônoma Heather Couper, ex-presidente da Associação Britânica de Astronomia.



"O Sol é uma grande massa magnética, e se há qualquer interrupção nos campos magnéticos, o Sol fica meio maluco, então temos essas incríveis explosões e labaredas e coisas que provocam fenômenos como as auroras boreais", explica Couper. "Quando o Sol tem uma labareda, isso pode realmente afetar as conexões elétricas no nosso planeta. Isso já provocou até mesmo no passado a interrupção dos negócios nas bolsas de valores de Tóquio e no Canadá", diz a astrônoma.



Sem explicações



Apesar de os cientistas conhecerem bem as consequências do aumento da atividade solar, eles ainda não têm muitas explicações para a origem do fenômeno, muito menos condições de prever sua ocorrência.



Os pesquisadores esperam que o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, nesta semana, os ajude a coletar dados que os ajudem a dar avisos antecipados da ocorrência de labaredas solares e de tormentas magnéticas. Segundo eles, as consequências podem ser minimizadas com o desligamento de circuitos eletrônicos sensíveis antes das tormentas magnéticas, reduzindo o risco de danos a satélites de transmissão.



A sonda da Nasa, que deverá ser lançada no sábado (06 de fevereiro de 2010) ficará na órbita da Terra por cinco anos para investigar as causas da atividade solar intensa.





Por BBC, BBC Brasil,


Atualizado: 3/2/2010 10:07


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